Sindicato dos Soldados da Borracha convoca filiados para abaixo assinado

Sindicato dos Soldados da Borracha convoca filiados para abaixo assinado

Desde o dia do lançamento do abaixo assinado, data de 24 de outubro de 2017, o Sindicato dos Soldados da Borracha e Seringueiros de Rondônia vem se mobilizando para coletar nada menos que, 20 mil assinaturas.

No ato do lançamento participaram soldados da borracha, familiares e filiados, segundo a diretoria da entidade. O documento terá o objetivo de levar as reivindicações da categoria à capital federal do país, dentre elas, uma das principais reivindicações da classe é a questão do reconhecimento econômico dos soldados da borracha (Indenização da Categoria), pois a compensação de (R$ 25.000,00), conhecida como INDENIZAÇÃO DA INGRATIDÃO, paga pelo governo Dilma por intermédio da (PEC 78/2014), aos soldados da borracha, não conseguiu reparar nem de longe os sacrifícios feitos à nação por aqueles que trabalharam no Esforço de Guerra. Tal quantia, além de irrisória, foi injusta, não deixando de ser uma humilhação aos soldados da borracha, lamenta a diretoria do sindicato.

Em entrevista, o presidente da entidade, José Romão Grande (95 anos), disse: Para a Amazônia na época da Segunda Guerra Mundial, o governo de Getúlio Vargas enviou cerca de 60 mil trabalhadores nordestinos para extrair borracha nos seringais do Norte do Brasil. Nossa missão era extrair borracha para a guerra e os países aliados, tudo que o governo dizia ( fartura, vida nova e enriquecimento..), não passou de propaganda enganosa. Da minha turma que veio para as calhas do rio amazonas, nos primeiros três meses, acabaram por morrer a maioria após contrair a doença da febre que matava, dos 50 soldados da borracha que desceram para a região onde trabalhei, foram enterrados como se fossem bichos 32 homens, sem cerimônia alguma, o restante foi para Manaus/AM, em busca de tratamento, se não morria, relatou assim, o presidente do sindicato.

Segundo historiadores, muitos soldados da borracha que foram enviados para os seringais da Amazônia encontraram a morte e a escravidão que já os aguardavam. Desde o ano de 2010, o Sindicato dos Soldados da Borracha vem lutando na justiça com um pedido de indenização, que tramita no Superior Tribunal de Justiça em Brasília. A ação movida, tem o propósito de reaver direitos, expõe os danos, no caso, as violações dos Direitos Humanos e as condições de trabalho em que os soldados da borracha foram colocados, na época da Segunda Guerra Mundial e posterior a ela , no caso, um sistema de trabalho bastante parecido com a escravidão.